problema do jogo / impacto nos indíviduos
 

A maioria dos jogadores não sofre do problema do jogo. No entanto, os que sofrem deste problema têm de ser plenamente tidos em conta.

 

As pessoas com sérios problemas de jogo podem sofrer graves consequências sociais, emocionais, financeiras e de saúde.

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- perdas financeiras graves

- dificuldades relacionadas com o trabalho: produtividade mais baixa, maior absentismo e perda de emprego

- problemas emocionais ou de saúde: depressão, ansiedade e problemas com o álcool ou outras drogas

- elevada tendência para o suicídio

- separação no casamento e na família

- envolvimento em actividades ilícitas para suportar o seu jogo.

Muitos especialistas concluem que os indivíduos com problemas de jogo passam por estádios progressivos antes de se tornarem jogadores compulsivos. Porém, nem todos os jogadores passam por todas as fases, nem os seus problemas progridem necessariamente segundo uma ordem ou intensidade específica. Por exemplo, existem jogadores que percorrem os diferentes estádios num período de 10 a 30 anos, enquanto outros passam por todos eles numa questão de semanas.  

 
Fase Ganhadora

Nesta fase, o indivíduo descobre que o jogo é excitante, social, e talvez uma forma de se alhear do stress do trabalho, da família ou da solidão. Esta excitação pode ser reforçada por alguns ganhos. Nesta fase, o jogador ainda tem dinheiro e sente que controla o seu jogo. Na eventualidade da continuação dos ganhos, o jogador pode tender a presentear a família, os entes queridos e os amigos, a programar férias dispendiosas e a cultivar gostos caros.

 
Fase Perdedora
No entanto, a fase ganhadora chega ao fim e, possivelmente, com uma rapidez inesperada, transforma-se na fase perdedora. Com o acumular das perdas, o jogador começa a ficar preocupado com esta nova faceta do jogo. Cresce a necessidade de apostas maiores e mais frequentes. As implicações financeiras e emocionais intensificam-se. Muitas vezes, impulsionado por um sentimento de culpa e vergonha, o jogador começa a "perseguir" as perdas, na esperança de as  recuperar com o reforço das apostas.

Aqui, o jogador esgota os cartões de crédito, penhora ou vende os bens pessoais, delapida os investimentos, recorre a aforros e contrai empréstimos avultados. O jogador pode começar a faltar ao trabalho, a mentir à família e aos amigos sobre o seu hábito de jogo. Mergulhado no jogo e atolado em dívidas, pode pretender redimir-se perante a família e os amigos, fazendo-se vítima de uma falsa catástrofe financeira, despesas inesperadas, ou insuficiência de rendimentos.  

Geralmente é nesta que fase que o cônjuge, companheiro, pais, filhos, parentes ou amigos começam a perceber os sinais de um problema de jogo. A família pode sofrer directamente os vários problemas financeiros em que o jogador ficou submerso quando os credores começam a bater à porta. O pagamento do aluguer ou da hipoteca da casa pode ficar para trás, o automóvel, possivelmente, é recuperado pela empresa vendedora a quem deixou de ser paga a mensalidade acordada e as empresas de serviços públicos ameaçam cortar os fornecimentos.     

Nesta fase, cada vez mais jogadores procuram ajuda e tratamento profissional ou recorrem aos grupos de auto-ajuda. Infelizmente, muitos progridem para o estágio seguinte antes de procurar ajuda. 

 
Fase do Desespero
Na fase do desespero, o jogador pode começar a ter problemas de saúde, tais como insónias, graças à acumulação de dívidas a níveis insuportáveis e à deterioração de relações. Os problemas financeiros tendem a chegar a uma fase de crise extrema: o jogador pode enfrentar problemas de despejo numa altura em que todos os recursos financeiros estão esgotados. Nestas circunstâncias, pode mesmo recorrer ao crime. Emocionalmente, o jogador sente-se frequentemente impotente, desesperado e deprimido.  

As incursões permanentes ao jogo passam a ser consideradas como um escape ao caos em que a vida do jogador se transformou, preferindo agora os jogos com as características hipnóticas (sonoridade, luminância e crominância), das slot-machines e os vídeo-poker para escapar à sua "miséria". Nesta fase, o jogador pode simplesmente fugir da família e das dívidas, sendo a opção do suicídio bastante comum. Também pode, finalmente, decidir procurar ajuda. 

Embora os especialistas geralmente citem estes três estádios progressivos do problema do jogo, alguns já descrevem uma quarta fase a que chamam a fase da desesperança. Neste ponto, o jogador já não acredita que há esperança ou ajuda. A depressão é comum e o suicídio é um risco real. O jogador torna-se mais propenso a cometer crimes.  

Sublinhamos novamente que o jogador-problema pode não experimentar todas as fases que descrevemos, ou pode experimentá-las numa ordem progressiva distinta. O jogador-problema pode realmente ter começado a perder dinheiro, progredindo para a fase do desespero. Em seguida, o jogo pode proporcionar-lhe alguns ganhos, iniciando um novo ciclo.

 
 
Caracteriza-se por muitas dificuldades em limitar o dinheiro e/ou o tempo gasto no jogo, o que conduz a consequências adversas para o jogador, terceiros ou para a comunidade.
 
 
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