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A indústria do jogo proporciona vantagens económicas, mas os custos sociais devem ser entendidos e tratados.
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Para a maioria das pessoas, o jogo de fortuna e azar é um entretenimento e uma experiência positiva. Porém, algumas pessoas perdem o controlo do seu comportamento na relação com o jogo; o entretenimento converte-se numa necessidade que se acentua progressivamente, com graves consequências para elas e para os seus próximos.
O Jogo de Fortuna e Azar é um conceito muito amplo. As lotarias, os jogos de casino, o bingo, a bolsa, as apostas desportivas, as máquinas recreativas com prémio, o jogo por internet, os jogos de cartas que envolvem dinheiro... Tudo isto são jogos de fortuna e azar. A aposta em dinheiro, ou algo de valor, sem conhecer o resultado da aposta, é considerado jogo de fortuna e azar.
Em Portugal, a indústria do jogo tem estimulado novos investimentos, impulsionado o turismo, criado novos empregos e promovido muitas outras iniciativas que, de outra forma, estariam estagnadas. Porém, não se pode descurar o facto de que, com o jogo, sobrevém o risco da dependência individual e a tensão financeira de um considerável número de cidadãos. À medida que o jogo a dinheiro se vai tornando mais disponível, maior será o perigo de as pessoas jogarem em excesso, causando dano a si próprias e às suas famílias. |
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É fundamental reduzir ao mínimo a incidência do problema do jogo |
Por isso, pensamos que a legislação deve contemplar regulações mais estritas e apetrechar o Regulador de meios eficazes, que possam assegurar que os titulares das concessões de jogo cumpram com o objectivo do Estado de, em nome do interesse público, reduzir ao mínimo a incidência do problema do jogo. |
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Dar especial atenção à futura regulação |
Também entendemos que a futura regulação do jogo de controlo “remoto” – que inclui as vias da Internet, telemóvel e televisão interactiva – deverá dar especial atenção aos muitos perigos que daqui poderão advir para os jogadores. |
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Centro Nacional de Investigação da Incidência do Problema do Jogo |
Num país como o nosso, onde a pobreza e a exclusão social constituem uma preocupação para os cidadãos, o Estado deverá assegurar que o jogo não conduza à separação das famílias, a dívidas e à adicção/dependência.
Para tal, é necessária a criação de medidas legislativas e de inspecção que, baseadas em informação sustentada pela investigação, minimizem a “questão complexa” do problema do jogo.
Assim, torna-se essencial alertar a consciência pública para os riscos inerentes ao jogo a dinheiro e informar sobre como jogar com sensatez e como reconhecer os sinais de perigo. |
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Jogo Responsável® é o resultado de uma colaboração entre associações de profissionais de jogo, profissionais de saúde, médicos, juristas e provedores internacionais de informação especializada. |
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